terça-feira, 21 de setembro de 2010

soneto “Sombras” em Sozinho na Multidão (1979, p. 73), de sebastião Bemfica Milagre

Lindo soneto “Sombras” em Sozinho na Multidão (1979, p. 73), de sebastião Bemfica Milagre, em que realça o esquecimento e as sombras da memória:

Ó sombras, tristes sombras peregrinas
Que vindes quando a lua se levanta
E dormem frágeis, pálidas ondinas
Num leito de águas que balouça e canta;

Visões de névoa e doces serpentinas,
O que vos prende a terra e vos encanta?
Que sóis? Papoulas, gazas superfinas
O pranto sufocando na garganta?

Sois alma? Espetros? Que buscais no espaço
Nestas horas de brando esquecimento
Em que o mundo repousa de cansaço?

Buscamos ser alguém, embalde! O vento
Nos leva em noites mortas e augurais...
E somos sombra...
Sombra e nada mais...

Alguns sites em que há artigos meus.

Olá amigo João Bosco, seguem os links de alguns que têm artigos seus em VF:
http://www.viafanzine.jor.br/cronicas.htm
http://www.viafanzine.jor.br/cultura.htm

Entrevista com vc:
http://www.viafanzine.jor.br/entrevistas3.htm

Agradeço pela difusão de nosso trabalho,

Fraterno abraço,
Pepe

Soneto sobre a árvore


Homenagem ao meu PAI Sebastião Pereira
que amara, em vida, tanto as árvores.
Hoje, dia 25 de nov. de 2007.

A árvore, filho meu, tem verde alma!
Vêm sendo-nos abrigo e nutrição...
A semente sua, brotos vêm da lama:
A fome, não! E sim, fruto-ação!

Este Pai diz: - Zaqueu sobe sem calma,
Ouve o Cristo sobre a recriação?

É passagem de Deus em cada palma,

E Jesus pede: - desça, dou Perdão!

Eles se contemplaram, pois, à sombra!
O porvir em hinos: história lembra!
Viva árvore em vida, sentindo-as,

As árvores não são contra suas gentes:
Para as florestas, todos são viventes.
Vem logo filhos seus à sombra delas!